COP30 pode liberar novos investimentos bilionários em clima; entenda o potencial de renda extra para quem aposta em projetos verdes

Belém (PA) — 13 de novembro de 2023. A presidência da COP30, comandada por André Corrêa do Lago, sinalizou que a principal meta do encontro será evitar vetos que travem acordos climáticos e, consequentemente, o fluxo de financiamento verde estimado em bilhões de dólares.

Com cerca de 70 delegações reunidas no encontro preparatório, Lago reforçou que cada país tem direito de veto, o que pode atrasar a liberação de recursos para projetos sustentáveis capazes de gerar receita a investidores e comunidades locais. “A primeira coisa é segurar a boa vontade de todos para que a COP possa começar já com negociações”, declarou o diplomata.

A adaptação climática — conjunto de ações para enfrentar secas, enchentes e outros impactos — dominou os discursos desta segunda-feira. Segundo Ana Toni, secretária-executiva da conferência, também houve ênfase no fortalecimento do multilateralismo, condição essencial para destravar o capital internacional que financia soluções ambientais.

Fundo Florestas Tropicais para Sempre: modelo de investimento em vez de doação

Entre os instrumentos financeiros em debate, ganha destaque o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). A proposta cria um mecanismo baseado em investimento — e não apenas em doações —, abrindo espaço para participação de investidores privados interessados em retorno financeiro atrelado à preservação de biomas tropicais.

A União Europeia, um dos principais financiadores potenciais, ainda não confirmou aporte ao TFFF. O posicionamento final do bloco deve influenciar o volume de capital disponível e, por consequência, as oportunidades de renda extra para quem busca aplicar em títulos, créditos de carbono e iniciativas de conservação.

NDCs e financiamento climático seguem sem consenso

Apesar das discussões, os temas considerados cruciais para atrair dinheiro novo — Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e financiamento climático — ainda não avançaram. Houve poucas intervenções espontâneas e predominância de declarações formais, sinalizando que o entendimento final ficará mesmo para a plenária em 2025.

Para investidores e profissionais que veem nos ativos verdes uma forma de diversificar renda, o desfecho dessas negociações será determinante. Se a COP30 conseguir evitar bloqueios, a expectativa é de maior previsibilidade regulatória e abertura de linhas de crédito e fundos dedicados à transição climática.

Com informações de InfoMoney

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