Bebidas em lata blindam seu bolso: entenda por que a embalagem de alumínio evita prejuízos com adulteração
Em meio a 246 notificações de intoxicação por metanol registradas pelo Ministério da Saúde até 29 de março – 29 casos já confirmados – empreendedores e consumidores buscam formas de proteger receita e saúde. A lata de alumínio desponta como aliada financeira ao tornar a adulteração praticamente inviável.
Quem garante a segurança?
A vice-presidente comercial e de sustentabilidade da Ball para a América do Sul, Daniela Tomatti, explica que o processo industrial das latas é complexo e caro, fator que desencoraja qualquer tentativa de falsificação. Uma simples coleta de embalagens no lixo não permitiria reenvasar o líquido sem deixar sinais claros de violação.
O que torna a lata “blindada”?
O segredo está no double seaming, junção metálica entre corpo e tampa que produz o característico “tsss” ao abrir. Essa vedação hermética impede que a embalagem seja re-lacrada depois de rompida, fechando a porta para fraudes que geram prejuízos a comerciantes e riscos ao consumidor.
Como o ciclo one-way impacta o bolso?
Segundo Tomatti, a Ball opera no sistema one-way: a lata sai da fábrica direto para o envasador e, após o consumo, segue para a reciclagem. Sem retorno para lavagem ou reenvase, o custo de falsificar e recolocar a embalagem no mercado seria “infinitamente mais caro”, diz a executiva, desequilibrando qualquer esquema de adulteração.
Por que isso importa para quem vende ou compra?
Em um cenário de desconfiança, oferecer produtos em lata pode resguardar receitas de bares, mercados e aplicativos de delivery, que evitam perdas com recolhimento e danos à reputação. Para o consumidor, a escolha reduz o risco de gastar com bebidas que possam trazer consequências médicas e financeiras.
Imagem: Internet
Onde a lata já domina?
Além de refrigerantes, água e sucos, a embalagem ganhou força entre cervejas e drinks prontos para beber (RTD). A diversificação amplia oportunidades de venda segura em diferentes nichos de renda extra, do comércio de bairro a eventos.
Com informações de InfoMoney
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