Corte de juros à vista: XP destaca setores que podem turbinar sua renda passiva em outubro

Analistas da XP Investimentos relataram forte otimismo de investidores norte-americanos com o mercado brasileiro durante uma série de reuniões realizadas nesta semana nos Estados Unidos. O interesse recai, principalmente, sobre setores domésticos sensíveis à taxa Selic — bancos, energia elétrica, saneamento, imobiliário e infraestrutura — todos vistos como potenciais geradores de renda passiva graças à perspectiva de novos cortes de juros.

Por que esses setores atraem quem busca renda extra?

A XP explica que empresas intensivas em dividendos e fundos imobiliários tendem a se valorizar em ciclos de queda da Selic, pois o custo de capital diminui e o fluxo de caixa distribuído aos acionistas passa a competir com rendimentos menores da renda fixa tradicional.

Oportunidades mapeadas

• Ações e FIIs: a corretora recomenda diversificar entre renda variável e fixa, priorizando papéis de companhias com histórico de pagamentos consistentes e fundos imobiliários expostos a escritórios, logística e renda urbana.

• Projeção para o Ibovespa: 170 mil pontos até o fim de 2026, sustentados por avaliações ainda consideradas atrativas.

Riscos no radar

Mesmo com o cenário construtivo, a XP alerta para: retomada da inflação via aumento de gastos públicos; incertezas eleitorais; e possível fortalecimento do dólar. Esses fatores podem pressionar ativos locais e exigir gestão cautelosa da carteira.

Desempenho recente dos mercados

Setembro encerrou com alta de 3,7% no índice global de ações (ACWI), puxada por emergentes, e recuo das taxas de juros de longo prazo. O real permaneceu próximo de R$ 5,30 por dólar, contribuindo para conter preços de bens importados.

Movimentações corporativas acompanhadas

Vale (VALE3): anunciou intenção de recomprar até a totalidade das debêntures participativas de sua 6ª emissão. A XP avalia o movimento como positivo para o caixa e potencial geração de valor aos acionistas.

MRV (MRVE3): divulgou dados operacionais do 3º trimestre de 2025 considerados ligeiramente negativos; as ações recuaram mais de 12% após a publicação.

ESG em foco

Em reuniões no Rio de Janeiro, mais de 20 instituições demonstraram interesse crescente em produtos de crédito ligados a critérios ESG. Destaques para mercado de carbono, transição energética e preparação para a COP30.

Para quem busca renda extra por meio de proventos e juros periódicos, a XP sugere acompanhar de perto setores beneficiados pela queda da Selic e avaliar emissores alinhados às melhores práticas de sustentabilidade, tendência que ganha força entre gestores e investidores.

Com informações de InfoMoney

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