Acordo Israel-Hamas reativa ajuda humanitária e sinaliza liberação de recursos internacionais
Quem procura oportunidades em cenários de reconstrução e fluxo de capital humanitário deve ficar atento: Israel e Hamas fecharam, nesta quarta-feira (8), um acordo que inclui a libertação de todos os reféns mantidos em Gaza e a imediata retomada da ajuda humanitária ao enclave palestino – medida que recoloca em circulação volumes expressivos de recursos internacionais na região.
O que foi acordado
• Libertação de reféns: cerca de 20 pessoas capturadas nos ataques de 7 de outubro de 2023 devem ser libertadas vivas, além da entrega dos restos mortais de mais de duas dezenas que morreram em cativeiro.
• Troca de prisioneiros: Israel se compromete a soltar quase 2 mil prisioneiros palestinos.
• Reativação da ajuda humanitária: os canais de envio de suprimentos e recursos financeiros a Gaza serão reabertos, passo inicial para esforços de reconstrução.
Como o acordo foi construído
A negociação contou com mediação dos Estados Unidos e do Catar. Em publicação nas redes sociais, o presidente americano Donald Trump afirmou ter “muito orgulho” de anunciar a primeira fase de seu plano de paz, que prevê a retirada das tropas israelenses para uma linha acordada.
Em entrevista à Fox News, Trump disse esperar que a libertação dos reféns ocorra “provavelmente na próxima segunda-feira”. Posteriormente, Israel, Hamas e Catar confirmaram oficialmente o pacto.
Impacto imediato
• A retomada da ajuda humanitária libera o trânsito de recursos e serviços essenciais, criando demanda por logística, fornecedores e mão de obra na região.
Imagem: Internet
• Para investidores globais, a redução do risco geopolítico tende a influenciar a precificação de ativos ligados ao Oriente Médio.
Próximos passos
Trump sinalizou que pode viajar ao Egito e a Israel para celebrar o acordo, possivelmente discursando no parlamento israelense (Knesset). O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu convocará o governo israelense na quinta-feira (9) para ratificar os termos.
Embora o pacto seja classificado como um avanço significativo, analistas especializados no conflito alertam que ainda há incertezas sobre a manutenção do cessar-fogo e sobre a adesão do Hamas a um eventual desarmamento completo.
Com informações de InfoMoney
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