Alta do IOF em jogo: votação da MP 1.303 hoje pode aliviar ou encarecer seu crédito imediatamente
Quem mantém cartões de crédito, financia bens ou faz operações de câmbio deve ficar atento ao placar no Congresso nesta quarta-feira (8). A Medida Provisória 1.303/2025, que oferece alternativa à elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), chega ao último dia de vigência e precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado para evitar cobrança maior sobre empréstimos e investimentos.
O que está em jogo
A MP foi negociada pelo Ministério da Fazenda para impedir o aumento automático do IOF sobre operações de crédito, tributo que encarece linhas usadas por quem busca capital de giro, refinanciamento de dívidas ou até aquela grana extra por meio de empréstimos pessoais.
Posicionamento do governo
Na entrada do Ministério da Fazenda, o ministro Fernando Haddad informou que, caso a proposta seja rejeitada, ele voltará a discutir caminhos diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Se tivermos um resultado adverso, eu volto à mesa do presidente; é ele que decide os rumos do País”, afirmou.
O ministro reforçou que as soluções apresentadas procuram preservar o poder de compra da população e manter as contas públicas equilibradas. “É um acordo que não penaliza o trabalhador, que não penaliza 99% da população e não penaliza nem o 1%, mas chama o 1% à responsabilidade de garantir que o País continue funcionando bem”, disse.
Impacto direto no bolso
Imagem: Internet
Sem a MP, a alíquota maior do IOF recairia sobre empréstimos, financiamentos e operações de câmbio já nos próximos dias, reduzindo o potencial de renda disponível de famílias e pequenos empreendedores que dependem de crédito para ampliar ou sustentar suas fontes de receita.
Próximos passos
A votação está marcada para hoje nos dois plenários. Se o acordo for ratificado, o governo considera que a trajetória fiscal segue “sustentável”. Caso contrário, novas alternativas serão apresentadas ao presidente para evitar impacto elevado sobre quem precisa de crédito.
Haddad concluiu reforçando a expectativa de que o Congresso mantenha o compromisso feito durante as negociações. “O que eu estou querendo aqui é reivindicar o acordo que foi feito, porque é um acordo justo… É um chamamento à responsabilidade do 1%.”
Com informações de InfoMoney
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