Brasil concentra 96% dos casos de chikungunya nas Américas; evitar a doença pode poupar semanas de renda
Quem depende do próprio trabalho para garantir a entrada de dinheiro deve redobrar a atenção com a chikungunya. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil registrou 96.159 casos confirmados e 111 mortes entre 1º de janeiro e 20 de setembro, o equivalente a quase 96% de todas as ocorrências nas Américas no período.
Impacto potencial no orçamento familiar
A doença, transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, provoca febre alta e dores articulares severas que podem se estender por semanas, meses ou até anos, segundo a OMS. Para profissionais autônomos ou trabalhadores informais, esse tempo de recuperação pode significar perda direta de renda e custos médicos adicionais, já que não existe tratamento antiviral específico.
Números globais
No mesmo intervalo, 40 países reportaram 445.271 casos suspeitos ou confirmados de chikungunya, com 155 mortes. Nas Américas, foram 228.591 notificações suspeitas, incluindo 100.329 confirmações laboratoriais e 115 óbitos.
Razões para o avanço
A OMS atribui a expansão da doença à urbanização desordenada, falta de saneamento, falhas em programas de controle do mosquito e às mudanças climáticas. A maior mobilidade de pessoas e mercadorias também favorece a dispersão do vírus.
Recomendações que cabem no bolso
Para reduzir o risco de contágio — e, por consequência, evitar gastos com internações ou afastamentos do trabalho — a OMS recomenda:
- Eliminar recipientes que acumulam água parada em casa ou no local de trabalho;
- Instalar telas em portas e janelas;
- Aplicar repelente conforme orientação do fabricante;
- Reforçar a vigilância epidemiológica e o controle de vetores em nível comunitário.
Vacina aprovada, mas ainda fora do mercado
Em abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o primeiro imunizante contra a chikungunya no Brasil, desenvolvido pela farmacêutica austríaca Valneva em parceria com o Instituto Butantan. O produto está liberado para pessoas acima de 18 anos, mas ainda não é comercializado no País.
Imagem: Internet
Grupos de maior risco
Recém-nascidos, idosos e portadores de doenças crônicas, como diabetes e problemas cardiovasculares, tendem a apresentar quadros mais graves, o que pode exigir hospitalização — outro fator que pressiona o orçamento familiar.
Manter o vetor sob controle e adotar medidas preventivas de baixo custo continua sendo a estratégia mais eficaz para proteger a saúde e a renda.
Com informações de InfoMoney
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