Queda de 11% na MRV abre desconto imediato; veja por que o papel entrou no radar de quem busca renda extra na Bolsa

A MRV (código MRVE3) viu suas ações caírem 11,70%, para R$ 6,34, no pregão desta terça-feira (7) logo após divulgar a prévia operacional do terceiro trimestre de 2025 (3T25). O movimento chamou a atenção de investidores que acompanham oportunidades de renda extra através da valorização de small e mid caps na B3.

O que pressionou a cotação

A construtora informou que as vendas líquidas e a geração de caixa foram afetadas por mudanças operacionais:

  • R$ 31 milhões de impacto por nova regra da Caixa Econômica Federal, que só reconhece a transferência de unidades após registro em cartório;
  • R$ 93 milhões de impacto por atrasos em repasses de programas estaduais e municipais de habitação popular.

Sem esses efeitos, a MRV estima que teria gerado R$ 123 milhões em caixa no trimestre.

Leitura dos grandes bancos

Diante dos números, bancos de investimento divulgaram avaliações que ajudam o investidor a dimensionar o potencial de retorno:

  • Goldman Sachs: considerou os dados neutros a levemente negativos e manteve recomendação neutra com preço-alvo de R$ 6,50.
  • Itaú BBA: apontou prévia fraca, com queima de caixa em todos os segmentos; manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 9.
  • Bradesco BBI: destacou fluxo de caixa ainda volátil, mas reiterou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 10, citando que o papel negocia a 4,3 vezes o lucro estimado para 2026 e 0,8 vez o valor patrimonial.
  • Morgan Stanley: avaliou que itens não recorrentes prejudicaram a receita e manteve postura neutra, com preço-alvo de R$ 7.

Por que o papel entrou no radar da renda extra

Com a cotação ajustada após a queda, o múltiplo de Preço/Lucro projetado recuou e aumentou a diferença entre o preço atual (R$ 6,34) e os alvos de até R$ 10 citados pelos bancos. Esse potencial de valorização interessa a investidores que buscam gerar renda extra por meio de ganho de capital na Bolsa, especialmente em setores atrelados ao ciclo imobiliário.

Apesar do desconto imediato, as casas de análise alertam que a visibilidade sobre a geração de caixa da MRV ainda depende da normalização dos repasses da Caixa e dos estados, ponto considerado essencial para que a ação volte a subir de forma sustentável.

Com informações de InfoMoney

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