Nova regra da poupança pode cortar juros e liberar até R$ 150 bi em crédito imobiliário para a classe média

O governo federal apresentará na próxima sexta-feira, 10 de maio, em São Paulo, uma política habitacional que promete aumentar o acesso da classe média ao financiamento imobiliário e, de quebra, aliviar o bolso de quem sonha sair do aluguel.

A iniciativa, detalhada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, altera a forma como os bancos utilizam o dinheiro da poupança. Hoje, 20% de todos os depósitos ficam retidos como compulsório no Banco Central, reduzindo a oferta de crédito.

O que muda na prática

A proposta diminuirá esse percentual ainda não divulgado e direcionará 80% dos recursos liberados ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH), canal tradicional dos financiamentos com juros mais baixos. Os 20% restantes irão para o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), voltado a empréstimos de maior valor.

Por que importa para o seu bolso

Com menos dinheiro parado no BC, os bancos ganham fôlego para ofertar novos contratos. Segundo o ministério, o ajuste pode destravar até R$ 150 bilhões em crédito habitacional até 2026, ajudando a reduzir as atuais taxas de 19% a 22% ao ano que hoje afastam muitas famílias do financiamento.

Jader Filho afirmou, em audiência pública no Senado, que a medida vem sendo negociada desde o fim de 2023 para conter a retração do crédito causada pela perda de recursos na poupança e pelos juros elevados. “Se não mudarmos essa lógica, parte da população ficará privada da possibilidade de comprar sua casa”, ressaltou.

Impacto no mercado de trabalho

Além de baratear o financiamento, a estratégia deve movimentar a construção civil e gerar empregos, evitando um efeito negativo no PIB, conforme avaliação da pasta.

O anúncio oficial contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, segundo o governo, valerá a partir de 2025, dando tempo para bancos ajustarem seus modelos de captação e concessão.

Com informações de InfoMoney

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