Selic “excessivamente restritiva”, diz Haddad; eventual alívio pode mexer com quem vive de juros

A taxa básica de juros, parâmetro para empréstimos e aplicações financeiras em todo o país, está “excessivamente restritiva”, afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na manhã desta terça-feira (7) durante participação no programa Bom Dia, Ministro, da EBC.

Respeito ao Banco Central permanece

Questionado se a crítica poderia ser interpretada como afronta à autoridade monetária, Haddad negou. “Isso é um desrespeito ao Banco Central? Não. O Banco Central tem o trabalho dele, e eu tenho um respeito institucional, independentemente de quem seja o presidente”, declarou.

Papel da Fazenda no debate sobre juros

Segundo o ministro, é legítimo que a Pasta da Fazenda apresente sua leitura sobre a Selic ao Comitê de Política Monetária (Copom). “Nossa obrigação é fazer chegar essas informações ao comitê que define a taxa. A decisão é deles, mas o nosso papel é incrementar o fluxo de informações, para que as decisões sejam as mais técnicas e benéficas possíveis”, afirmou.

Menor inflação desde o Plano Real

Haddad também reforçou a expectativa do governo de que, no atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a inflação acumulada em quatro anos será “a menor da série histórica desde o Plano Real”.

Relação com a diretoria do BC

O ministro lembrou que o atual diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi seu secretário-executivo na Fazenda e indicado ao cargo com seu aval. “Não tem problema duas pessoas civilizadas conversarem e convergirem ou não sobre determinados temas”, ressaltou.

Com a Selic no centro do debate, investidores e consumidores acompanham de perto cada sinalização do governo e do Banco Central, cientes de que mudanças nos juros impactam diretamente o custo do crédito e o rendimento das aplicações.

Com informações de InfoMoney

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