Alerta para quem vende bebidas caseiras: 17 intoxicações por metanol podem virar prejuízo e processos

Empreendedores que fazem renda extra com a venda de bebidas artesanais ou revenda de destilados devem redobrar a atenção. O Ministério da Saúde confirmou, na noite desta segunda-feira (6), 17 casos de intoxicação por metanol em todo o País e investiga outras 200 ocorrências, elevando o risco de perdas financeiras, ações judiciais e danos à reputação para quem comercializa produtos fora do padrão.

Onde o problema se concentra

O Estado de São Paulo reúne o maior número de registros: 15 casos confirmados e 164 em análise. No Paraná, há dois casos confirmados e quatro suspeitas. Outros 12 Estados também investigam possíveis contaminações, sendo eles Acre (1), Ceará (3), Espírito Santo (1), Goiás (3), Minas Gerais (1), Mato Grosso do Sul (5), Paraíba (1), Pernambuco (10), Piauí (3), Rio de Janeiro (1), Rondônia (1) e Rio Grande do Sul (2).

Impacto financeiro e legal

Até o momento, 14 pessoas morreram, sendo duas na capital paulista com confirmação laboratorial de intoxicação por metanol. Outras 12 mortes seguem sob investigação. Além do risco sanitário, vendedores informais e microempreendedores individuais (MEIs) podem enfrentar:

  • Indenizações por danos à saúde do consumidor;
  • Multas aplicadas por órgãos de vigilância sanitária;
  • Perda de estoque e queima de marca, inviabilizando a renda extra.

Por que o metanol preocupa

O metanol é uma substância incolor que, quando ingerida, pode provocar cegueira permanente ou morte. A contaminação costuma ocorrer em bebidas alcoólicas clandestinas engarrafadas em vasilhames reutilizados ou adulteradas com solventes, combustíveis e produtos de limpeza.

Próximos passos para quem comercializa bebidas

Vendedores que dependem dessa fonte de renda devem:

  • Exigir notas fiscais dos fornecedores e laudos de pureza das bebidas;
  • Registrar o negócio e cumprir as normas da vigilância sanitária;
  • Investir em embalagens lacradas e rotulagem clara para proteger o consumidor e a própria atividade.

Segundo o Ministério da Saúde, a investigação continua e pode envolver também suspeitas de lavagem de vasilhames e mistura química em bebidas adulteradas, elevando a necessidade de controle rígido da cadeia de produção.

Com informações de InfoMoney

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