Devolução bilionária: condenação de Cabral e Pezão abre caminho para R$ 4 bi voltarem aos cofres e financiarem novos incentivos de renda no RJ
A 15ª Vara de Fazenda Pública da Capital determinou que os ex-governadores do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, além do ex-secretário Hudson Braga, devolvam mais de R$ 4 bilhões aos cofres estaduais por atos de improbidade administrativa que envolveram esquemas de corrupção e concessões ilegais de benefícios fiscais.
Os valores, segundo a sentença, contemplam ressarcimento de danos, multas e perdas patrimoniais:
- Sérgio Cabral – mais de R$ 2,5 bilhões, além de multa específica de R$ 30 milhões e indenização por danos morais coletivos de R$ 25 milhões;
- Luiz Fernando Pezão – mais de R$ 1,4 bilhão, incluindo multa de R$ 15 milhões e indenização por danos morais coletivos de R$ 10 milhões;
- Hudson Braga – mais de R$ 35 milhões e multa adicional de R$ 5 milhões.
A decisão atendeu parcialmente à denúncia apresentada em 2018 pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Documentos, depoimentos e colaborações premiadas apontaram o uso de doações eleitorais não contabilizadas (caixas 2 e 3) em troca de renúncias fiscais direcionadas a grupos empresariais.
Impacto financeiro direto
Ao determinar o ressarcimento, o Judiciário estabelece que os montantes retornem ao Tesouro fluminense. A recomposição desse caixa tende a aliviar a pressão sobre as contas públicas e pode ampliar a capacidade do Estado de retomar programas de fomento econômico, incluindo linhas de crédito para pequenos negócios e incentivos a projetos de geração de renda.
Entre os esquemas citados na decisão estão:
Imagem: Internet
- Concessão de benefícios irregulares à Fetranspor, que gerou a maior parte da cobrança contra Cabral;
- Financiamento ao Grupo Petrópolis via FUNDES, com contrapartidas não declaradas operacionalizadas pela Odebrecht, foco de parte da condenação de Pezão;
- Recebimento de propina disfarçada em doações da J&F, atingindo ambos os ex-governadores.
Além da restituição financeira, Cabral teve os direitos políticos suspensos por 10 anos, Pezão por 9 anos e Hudson Braga por 8 anos. As defesas dos condenados não se pronunciaram até o momento.
Com informações de InfoMoney
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