Síndrome do “Quase”: falta de confiança faz brasileiros perderem promoções e renda extra

Sentir-se “quase pronto” pode estar custando aumentos de salário, bônus e até novas fontes de renda. Dados exclusivos da Catho mostram que 79% dos jovens de 18 a 24 anos desistem de vagas por insegurança, revelando o peso financeiro da chamada Síndrome do Quase.

O que é a Síndrome do Quase

O termo descreve profissionais que acumulam qualificações, mas evitam candidatar-se a promoções ou novos projetos porque julgam não atender 100% dos requisitos. Segundo o International Journal of Behavioral Science, 70% das pessoas já se sentiram insuficientes mesmo com evidências contrárias.

Impacto direto no bolso

Ao recuar de processos seletivos ou de negociações salariais, trabalhadores deixam de ampliar renda e bloqueiam seu crescimento financeiro. Empresas também perdem: há desistências silenciosas e desperdício de capital humano, o que reduz competitividade.

Mulheres perdem mais oportunidades

Levantamento do LinkedIn indica que elas se candidatam a 20% menos vagas do que os homens, pois só aplicam quando cumprem todos os requisitos. Curiosamente, quando participam, têm 16% mais chances de contratação, mas ainda assim pedem 26% menos referências, diminuindo visibilidade e possíveis ganhos.

Competências essenciais pesam mais que perfeição

Para Mariana Rabelo, especialista de Gente & Cultura na XP Educação, nenhum candidato atende 100% das exigências. Confiança, comunicação clara e disposição para aprender valem tanto quanto conhecimentos técnicos na hora de garantir promoções ou vagas que elevam a renda.

Práticas para destravar ganhos

Entre as ações apontadas pela especialista estão:

Listar conquistas para substituir a autocrítica por evidências de competência.

Começar por desafios menores — como microcursos ou projetos pontuais — para ganhar segurança gradativa.

Pedir feedback estruturado a colegas e gestores, calibrando a percepção sobre as próprias habilidades.

Rabelo acrescenta que empresas podem facilitar o processo ao diferenciar requisitos indispensáveis dos que podem ser desenvolvidos depois e ao incentivar cultura de aprendizado contínuo, reduzindo desistências e liberando o potencial de geração de renda dos colaboradores.

Com informações de InfoMoney

Compartilhe este conteúdo: