Pix Parcelado pode liberar até 25% mais vendas on-line e aumentar renda de pequenos lojistas

Brasília, 27 out 2024 – A futura padronização do Pix Parcelado, adiada recentemente pelo Banco Central, tem potencial para ampliar em até 25% o número de consumidores que pagam por compras on-line com Pix. O avanço abre caminho para que empreendedores digitais e lojistas físicos aumentem o faturamento sem depender dos limites de cartão de crédito dos clientes.

Quem ganha com a nova modalidade

Segundo Mauricio Salvador, conselheiro da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o parcelamento via Pix atrai a fatia dos 60 milhões de brasileiros que hoje não possuem cartão de crédito. Para pequenos comerciantes, isso significa acesso imediato a um público que, até então, não conseguia dividir pagamentos de forma segura.

Números que reforçam a oportunidade

Dados do Cetic.br mostram que o Pix já responde por 84% dos pagamentos on-line, ante 66% em 2022. No mesmo período, o cartão de crédito caiu de 73% para 67%. Com o parcelamento padronizado, a participação do Pix no e-commerce poderá avançar mais 10% a 25%, estima Salvador.

Efeito cascata no mercado logístico

Mais vendas exigem maior capacidade de entrega. O CEO da Sort Investimentos, Renato Monteiro, projeta valorização de até 20% no metro quadrado dos galpões logísticos após a maturação da nova ferramenta de pagamento — um ciclo que pode levar de seis meses a um ano, devido a trâmites burocráticos e planejamento das empresas.

Padronização adiada, expectativa mantida

O Banco Central adiou, em 26 de setembro, a divulgação das regras definitivas do Pix Parcelado para concentrar esforços no fechamento de brechas regulatórias ligadas a crimes cibernéticos. Mesmo sem nova data oficial, o mercado segue otimista. “Deve trazer um incremento, sim. Vamos aguardar a implementação e adesão pelas lojas para termos uma estimativa mais assertiva”, afirma Salvador.

Até lá, varejistas que já oferecem opções de pagamento flexíveis podem sair na frente, capturando a demanda reprimida de consumidores sem cartão de crédito e aproximando-se de uma nova fonte de receita recorrente.

Com informações de InfoMoney

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