Goldman projeta salto de lucro e vê ação da Vinci como nova rota de renda extra na Bolsa
Investidores em busca de renda extra através de dividendos têm um novo ponto de atenção na Bolsa de Nova York: as ações da Vinci Partners (VINP). O Goldman Sachs classificou como positiva a compra de 50,1% da Verde Asset Management pela gestora, anunciada na segunda-feira (6), e projetou incremento de dois dígitos percentuais no lucro líquido ajustado por ação já a partir de 2026.
Segundo relatório do banco, o negócio foi avaliado em aproximadamente R$ 350 milhões. A transação adiciona cerca de R$ 16 bilhões em ativos sob gestão à Vinci, elevando o total para próximo de R$ 320 bilhões, e fortalece o portfólio de produtos multimercado e de previdência—segmentos procurados por quem deseja diversificar fontes de ganho.
Multiplicador abaixo da média sinaliza potencial de valorização
O Goldman calcula que o preço pago representa um múltiplo entre 2,6 e 3,6 vezes o resultado com taxas de administração estimado para 2026 da Verde—patamar bem inferior às 11,2 vezes em que a própria Vinci é negociada hoje. Esse desconto reforça a leitura de que o ativo pode estar subprecificado, criando espaço para retorno adicional aos acionistas.
Na métrica de lucro distribuível por ação, a incorporação da Verde deve acrescentar 1% a 5% ao indicador em 2026, o que se traduz em múltiplo de 5,4 a 9,2 vezes, contra 12,5 vezes no atual valuation da compradora. Para quem investe com foco em dividendos, números menores de múltiplo sugerem maior margem para distribuição futura.
Luis Stuhlberger permanece e governança é preservada
Figura reconhecida no mercado, Luis Stuhlberger continuará à frente da Verde e passa a ser sócio da Vinci Compass. A gestão dos fundos manterá independência, com os mesmos comitês de investimento. A combinação da capilaridade comercial da Vinci com o histórico de performance da Verde pode ampliar a base de investidores qualificados e acelerar o lançamento de novos produtos.
Imagem: Internet
Apesar da recomendação de compra reiterada pelo Goldman, os papéis VINP recuavam 1,31% no início da tarde desta terça-feira (7), após terem encerrado a sessão anterior em alta. Para o banco, a queda não altera a tese de que a operação abre caminho para lucros maiores e, potencialmente, dividendos mais robustos—uma oportunidade direta de renda extra para quem detém ou pretende adquirir a ação.
Com informações de InfoMoney
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