Crise do metanol coloca faturamento de bares em risco e acende alerta para serviços de higienização certificados
São Paulo, 6 mai (atualizado) – A Polícia Civil de São Paulo investiga se o metanol que intoxicou ao menos 59 pessoas no país foi usado clandestinamente na limpeza de garrafas de bebidas alcoólicas, prática que já pressiona o caixa de bares e distribuidoras que dependem do fluxo de vendas nos fins de semana.
Até o momento, a principal linha de apuração aponta que fábricas ilegais teriam recorrido a metanol – ou a etanol adulterado com metanol – para higienizar garrafas possivelmente reaproveitadas, falsificadas e depois reenvasadas de forma irregular. A substância é restrita a aplicações industriais, mas o desvio para o mercado de bebidas desencadeou uma crise sanitária com mortes confirmadas em São Paulo e na Bahia.
Quem está na mira
Investigadores reconstruíram o caminho percorrido pelas bebidas ingeridas pelas vítimas: dos bares onde ocorreram as intoxicações, passando por distribuidoras, até chegar às fábricas clandestinas responsáveis pelo envase. Ainda não há suspeitos formalmente identificados nem a origem exata do metanol rastreada.
Impacto direto no caixa dos estabelecimentos
Com a proximidade do fim de semana, donos de bares paulistas relatam apreensão diante da possibilidade de queda na clientela e no faturamento, cenário que reforça a necessidade de fornecedores confiáveis de embalagens e higienização certificada para evitar prejuízos.
Números da operação
Na sexta-feira (3), o Instituto de Criminalística de São Paulo formou uma força-tarefa para analisar as mais de 1.000 garrafas apreendidas em ações conjuntas da polícia e da Vigilância Sanitária. Dos dez primeiros frascos examinados, dois tiveram resultado positivo para metanol. Todos os laudos são encaminhados à Polícia Civil para aprofundar a investigação sobre a falsificação de bebidas.
Imagem: Internet
Em condições normais, o Brasil registra cerca de 20 casos de intoxicação por metanol ao longo de um ano inteiro. O número já mais que dobrou nos últimos meses, ampliando riscos à saúde pública e ao fluxo de caixa de empreendedores do setor de alimentação fora do lar.
Com informações de InfoMoney
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