Governo mantém presidente da Caixa e revisa indicações políticas; atenção para quem depende de crédito e renda extra
Brasília, 14 de maio – Em reunião na sede do Ministério das Relações Institucionais, a ministra Gleisi Hoffmann confirmou que o deputado Arthur Lira (PP-AL) procurou o governo para reafirmar apoio à base aliada. No encontro, Gleisi assegurou ao parlamentar que Carlos Vieira permanece na presidência da Caixa Econômica Federal, banco público estratégico para linhas de crédito populares e programas de incentivo a renda.
Segundo a ministra, Lira não solicitou a manutenção de outros indicados. O diálogo ocorre enquanto o Palácio do Planalto retira ocupantes de cargos vinculados aos 251 deputados que votaram contra a Medida Provisória 1303, proposta alternativa para elevar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A reorganização atinge funções em estatais com impacto direto no fluxo de financiamentos, como a própria Caixa, Correios e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Cortes alcançam vários partidos
Até o momento, perderam espaço indicações do PP, União Brasil, PSD, MDB e PL em postos-chave de bancos e órgãos federais. Também houve substituições em superintendências regionais do Ministério da Agricultura, da Codevasf e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Gleisi afirma que o objetivo é identificar quais parlamentares permanecem alinhados ao governo: “Quem votou contra optou por sair do governo. Queremos saber com quem podemos contar, quem realmente está com o governo”, declarou.
Imagem: Internet
Para trabalhadores, microempreendedores e investidores que recorrem à Caixa em busca de capital ou programas de renda, a manutenção de Carlos Vieira sinaliza continuidade na gestão do banco, enquanto o restante da estrutura federal passa por ajustes políticos.
Com informações de InfoMoney
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