Instabilidade política na França liga sinal de alerta para quem busca renda extra com investimentos internacionais
A renúncia do primeiro-ministro Sébastien Lecornu, confirmada na terça-feira, 7, expôs um novo grau de fragilidade no governo do presidente Emmanuel Macron, fato observado de perto por brasileiros que utilizam BDRs, ETFs ou fundos globais para diversificar renda extra.
O que aconteceu
• Quem: Emmanuel Macron, Sébastien Lecornu, Édouard Philippe, Gabriel Attal e Bruno Retailleau.
• O quê: aumento da pressão para que Macron convoque eleições antecipadas ou renuncie.
• Quando e onde: terça-feira, 7, em Paris.
• Como: críticas públicas e retirada de apoio de aliados na Assembleia Nacional.
• Por quê: crise política iniciada após dissolução do parlamento e falta de maioria estável.
Dois ex-primeiros-ministros de Macron engrossaram o coro. Édouard Philippe declarou que o presidente deveria renunciar depois da aprovação do orçamento de 2026, alegando que “não podemos deixar que o que temos vivido nos últimos seis meses se prolongue”. Já Gabriel Attal disse à emissora TF1 que “como muitos franceses, não compreendo mais as decisões do presidente”.
Macron, que já afirmou cumprir o mandato até o fim, aceitou a saída de Lecornu, mas concedeu 48 horas para que o ex-chefe de governo tente costurar um acordo de estabilidade. Paralelamente, Lecornu reuniu-se com integrantes da Socle Commun — aliança de conservadores e centristas que servia de base mínima ao Palácio do Eliseu —, mas o bloco desmoronou menos de 14 horas depois, quando o conservador Bruno Retailleau retirou o apoio.
Por que investidores acompanham de perto
Instabilidade política costuma refletir em volatilidade no câmbio e nos índices europeus, ambiente que pode impactar estratégias de quem busca renda extra com ativos franceses listados na B3 via BDRs ou fundos externos. A atual crise tomou fôlego após Macron dissolver a Assembleia Nacional em 2024, na tentativa de conter o avanço da extrema direita nas eleições europeias. O resultado forçou a formação de uma aliança emergencial com a esquerda, mas o presidente recusou incluir esse grupo na coalizão de governo, mantendo o impasse parlamentar.
Imagem: Internet
Com a sucessão de governos minoritários derrubados na Assembleia, cresce a expectativa de novos capítulos que poderão mexer novamente com o mercado financeiro francês e, por consequência, com quem aposta na renda variável global para ampliar ganhos.
Com informações de InfoMoney
Compartilhe este conteúdo:



